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Paysandu descumpre Lei Pelé e segue sem divulgar balanço financeiro de 2024

Paysandu descumpre Lei Pelé e segue sem divulgar balanço financeiro de 2024

O Paysandu completa mais um mês sem cumprir uma obrigação essencial de transparência prevista na Lei Pelé. O clube ainda não publicou, em seu site oficial, o balanço financeiro e o Demonstrativo de Resultados do Exercício (DRE) referentes a 2024, documentos que deveriam ser divulgados até 30 de abril deste ano. Já são cerca de oito meses de atraso.

A situação chama ainda mais atenção porque a gestão anterior reconheceu publicamente que o clube antecipou cotas de 2025 para quitar premiações referentes a 2024. A operação reforça a necessidade de demonstrativos financeiros atualizados e auditados, fundamentais para avaliar a real condição econômica da instituição.

Faturamento elevado em 2025, mas sem transparência acumulada

Enquanto os relatórios oficiais continuam indisponíveis, dados obtidos pela equipe de esportes de O Liberal indicam que o Paysandu teve um salto significativo de arrecadação em 2025. Somando premiações, cotas de participação e bilheteria, o clube movimentou R$ 39,2 milhões, valor superior aos R$ 27,2 milhões registrados no ano anterior.

No entanto, o site do clube não apresenta os números referentes ao programa de sócio-torcedor, venda de títulos remidos e proprietários, nem os valores de patrocínio. Essas fontes são estimadas em cerca de R$ 15,6 milhões, mas seguem sem comprovação contábil pública devido à ausência do balanço oficial.

O que exige a Lei Pelé

O atraso representa descumprimento direto do artigo 46-A da Lei Pelé (Lei nº 9.615/1998). A legislação determina que clubes profissionais devem:

  • apresentar suas demonstrações financeiras seguindo padrões do Conselho Federal de Contabilidade;
  • submeter os documentos a auditoria independente;
  • publicar os relatórios em site próprio e no portal da entidade de administração, por pelo menos três meses.

O não cumprimento pode gerar consequências severas. Os dirigentes responsáveis ficam sujeitos à inelegibilidade por até cinco anos, afastamento do cargo e nulidade de atos praticados após a infração. Além disso, o Paysandu pode perder o direito de aderir ao PROFUT, programa federal que permite renegociar dívidas fiscais e previdenciárias com condições especiais.

 

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