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O tradicional panetone, item que inaugura a temporada natalina nas mesas paraenses, chegou às prateleiras de Belém mais caro neste início de dezembro. De acordo com a primeira pesquisa do Dieese/PA para o período, o produto registra aumentos que ultrapassam 20% na comparação com o mesmo período do ano passado. O reajuste contrasta com a inflação acumulada dos últimos 12 meses, estimada em 4,6%, e funciona como um termômetro para o comportamento dos demais produtos da ceia.
A análise do Dieese indica que o panetone costuma antecipar a tendência de preços de todo o conjunto de alimentos típicos do Natal. A expectativa é de que frutas, carnes especiais e outros itens sigam ritmo semelhante nas próximas semanas. As próximas etapas da pesquisa incluem o levantamento dos preços das frutas natalinas e, posteriormente, dos componentes tradicionais da ceia.
Diante da previsão de aumentos, muitos consumidores estão adotando estratégias de planejamento. Para quem precisa comprar em volume, a antecipação tem sido a principal aliada. Esse é o caso de empresárias que começam a montar kits de fim de ano já no início de dezembro, buscando ofertas para equilibrar o orçamento. Apesar da sinalização de alta, parte dos consumidores relata que, por enquanto, encontra preços dentro do esperado, especialmente nos produtos mais populares.
Outros compradores têm preferido dividir a compra em etapas. Há quem adquira panetones menores no começo do mês apenas para acompanhar oscilações e verificar se há diferença nos valores antes de comprar o produto principal da ceia. Esse comportamento também está relacionado à preocupação com a saúde e com a escolha de produtos específicos, como versões com frutas ou receitas mais tradicionais.
A pesquisa reforça que muitas famílias começam dezembro já avaliando alternativas para não comprometer o orçamento. A substituição entre peru e frango, por exemplo, é uma das principais estratégias. O preço das aves costuma oscilar de forma significativa perto do Natal, o que leva consumidores a monitorar valores diariamente para decidir qual opção entrará no cardápio.
Além disso, doces como bolos, pudins e sobremesas artesanais são planejados com antecedência para aproveitar promoções e garantir uma mesa farta sem ultrapassar o limite financeiro de cada família.
Mesmo com os preços mais altos, muitos consumidores mantêm o hábito de montar uma ceia caprichada motivados por reencontros familiares e tradições. Para quem aguarda parentes que vivem fora do estado, preparar a mesa com carinho e mantê-la farta se torna ainda mais significativo. Em alguns casos, o retorno de um familiar após longos períodos fora do Pará faz com que o investimento na ceia seja encarado como algo especial, independente das pressões financeiras.