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Dezembrite: por que tanta gente se sente desanimada no fim do ano?

Dezembrite: por que tanta gente se sente desanimada no fim do ano?

Com a chegada de dezembro, muitas pessoas começam a notar uma mistura de cansaço emocional, irritação, ansiedade e até tristeza. Essa sensação, que se intensifica à medida que o ano chega ao fim, tem nome: Dezembrite, também chamada por profissionais como Síndrome do Final de Ano.

Embora não seja uma condição clínica formal, o termo resume um conjunto de sintomas que afetam parte da população justamente no período em que festas, compras, metas e compromissos sociais se acumulam.

O fim do ano costuma vir acompanhado de vários gatilhos emocionais ao mesmo tempo:

  • Balanço pessoal sobre o que deu certo ou ficou pendente

  • Pressão para “fechar” tarefas antes de janeiro

  • Demandas sociais, como confraternizações e trocas de presentes

  • Aumento dos gastos e preocupação financeira

  • Sensação de esgotamento acumulada ao longo dos meses

Essa combinação cria um ambiente emocional que favorece estresse e desgaste mental, fazendo muitas pessoas se sentirem sobrecarregadas ainda nos primeiros dias de dezembro.

De acordo com dados da International Stress Management Association (ISMA), o mês de dezembro concentra níveis mais altos de tensão quando comparado ao resto do ano. Entre os entrevistados no levantamento:

  • 75% relataram maior irritabilidade

  • 70% disseram sentir mais ansiedade

  • 80% afirmaram sentir a tensão no corpo

  • 38% tiveram problemas para dormir

A busca por acompanhamento psicológico também aumenta nesse período, impulsionada pela necessidade de suporte emocional diante das demandas acumuladas.

A Dezembrite é um estado de estresse emocional que ocorre quando o fim do ano desperta reflexões profundas sobre decisões, frustrações, conquistas e expectativas. O excesso de comparação, a sensação de cobrança e a sobrecarga de tarefas agravam esse quadro, principalmente em pessoas mais sensíveis à pressão social ou que já estão exaustas.

Embora não exista uma solução única, algumas atitudes ajudam a aliviar a pressão:

  • Praticar autocuidado real: descanso, pausas e atividades prazerosas

  • Dizer “não” quando necessário: limitar convites e obrigações sociais

  • Reduzir expectativas: entender que nem tudo precisa ser concluído em dezembro

  • Organizar prioridades: diferenciar o que é urgente do que pode esperar

  • Buscar apoio profissional: principalmente em casos de ansiedade intensa, irritação constante ou dificuldade para dormir

O fim do ano pode sim ser um momento de celebração, mas também é um período que exige olhar para dentro e respeitar limites físicos e emocionais. Reconhecer isso é o primeiro passo para atravessar dezembro com mais leveza.

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