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O atestado de óbito do jovem, Vitor da Silva, emitido na tarde de quinta-feira (27), confirmou que ele apresentou sepse de foco pulmonar e insuficiência respiratória aguda associada ao tabagismo por cigarro eletrônico. Segundo a mãe, Angélica da Silva, ela só descobriu que o filho estava utilizando o dispositivo havia dois meses durante a internação.
Vitor começou a passar mal no sábado (22), apresentando vômitos e dor de garganta. Ele foi levado inicialmente ao Hospital Nossa Senhora da Saúde, onde exames apontaram falência renal e uma infecção pulmonar. Diante do agravamento do quadro, foi transferido para a UTI do Hospital Norte Pioneiro. A mãe relatou que uma lesão identificada na garganta do adolescente teria sido causada pelo uso contínuo do cigarro eletrônico, segundo informações repassadas pela equipe médica.
A família informou ainda que Vitor teve bronquiolite na infância, o que pode ter contribuído para que o quadro evoluísse rapidamente. O médico responsável pelo atendimento não detalhou o caso.
Durante a internação do jovem, o padrasto João Gonçalves chegou ao hospital para visitá-lo no domingo (23). Ao chegar à recepção da UTI, apresentou sintomas de infarto e não resistiu. O sepultamento dele ocorreu no dia seguinte. João e Angélica estavam juntos havia oito anos, e o padrasto tinha uma relação próxima com o adolescente, a quem ajudava e aconselhava.
Vitor morava em Santo Antônio da Platina e estudava no município.
Proibição e riscos do cigarro eletrônico
O uso de cigarros eletrônicos, apesar de proibido no Brasil desde 2009, permanece disseminado entre jovens e adultos, com dispositivos facilmente encontrados no comércio informal e pela internet.
Em abril de 2024, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu manter a proibição da venda desses produtos em todo o país. A decisão se baseou em análises que apontaram aumento do consumo entre jovens, alto potencial de dependência, ausência de estudos conclusivos sobre impactos de longo prazo e prejuízos à política de controle do tabaco.
Especialistas alertam que os dispositivos eletrônicos podem conter substâncias tóxicas semelhantes às presentes no cigarro comum, além de níveis elevados de nicotina, o que favorece o vício. Dependendo da imunidade do usuário, infecções respiratórias e complicações graves podem se desenvolver rapidamente.