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Presente diariamente na mesa da maioria dos brasileiros, o arroz segue sendo um dos pilares da alimentação no País. Porém, pesquisas internacionais vêm apontando um ponto de atenção: o grão pode acumular arsênio, um elemento natural do solo e da água que pode ser absorvido pelas plantas, especialmente em áreas alagadas, onde o arroz é tradicionalmente cultivado.
Estudos mostram que o aquecimento global e o aumento de CO₂ podem alterar reações químicas no solo, favorecendo o acúmulo do elemento nos grãos. Em países asiáticos, estudos de longo prazo já indicam que essas mudanças podem elevar a presença de arsênio, aumentando riscos para a saúde, como doenças cardiovasculares, diabetes, complicações na gestação e até maior probabilidade de câncer.
Situação no Brasil: risco controlado
No cenário nacional, o risco é considerado baixo mas existe. A Anvisa mantém limites rígidos para a presença de arsênio no arroz e pesquisas recentes mostram que os produtos brasileiros ficam abaixo desses valores.
O órgão reforça que segue monitorando regiões produtoras e acompanhando possíveis efeitos das mudanças climáticas, que podem alterar a absorção do contaminante pelas plantações.
Como reduzir o risco
Técnicas de cultivo e manejo do solo também ajudam a manter o contaminante sob controle. Entre as estratégias estudadas estão:
Para consumidores, medidas simples no dia a dia também fazem diferença: lavar o arroz antes do preparo e cozinhar com mais água, descartando o excesso após o cozimento, ajuda a remover parte das impurezas.
Sem motivo para pânico
Especialistas reforçam que o arroz brasileiro continua seguro. O alerta é global, mas o Brasil tem monitoramento ativo e índices controlados. Com fiscalização contínua e boas práticas em casa, o alimento segue sendo nutritivo e seguro para a população.