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O atentado ocorreu em uma das áreas mais movimentadas e turísticas da cidade, provocando pânico entre banhistas e participantes do evento religioso. A polícia isolou a região, acionou equipes antiterrorismo e reforçou a segurança em outros pontos de Sydney.
O ataque aconteceu no primeiro dia das celebrações de Hanukkah, uma das datas mais importantes da religião judaica, conhecida como a festa das luzes, celebrada ao longo de oito dias.
O comissário de polícia de Nova Gales do Sul, Mal Lanyon, afirmou que o caso é tratado oficialmente como um incidente terrorista. Segundo autoridades estaduais, há indícios de que o ataque foi planejado para atingir a comunidade judaica.
Um objeto que se acredita ser um artefato explosivo foi encontrado em um carro estacionado próximo à praia. Outros itens suspeitos também foram recolhidos e analisados por equipes especializadas.
Ao todo, 16 pessoas morreram, sendo 15 vítimas e um dos suspeitos, morto durante confronto com a polícia. As vítimas tinham entre 10 e 87 anos. A mais jovem, uma menina, chegou a ser socorrida, mas não resistiu.
Entre os mortos estão o rabino Eli Schlanger, de 41 anos, nascido em Londres, e um cidadão israelense. O número de feridos chegou a 40 pessoas, atendidas em diferentes hospitais de Sydney. Dois policiais também ficaram feridos e o estado de saúde deles e de parte das vítimas é considerado grave.
O Ministério das Relações Exteriores informou que não há registro de brasileiros entre as vítimas.
De acordo com a polícia, os suspeitos são pai e filho. O pai, de 50 anos, possuía licença para porte de armas e morreu após trocar tiros com agentes de segurança. O filho, de 24 anos, foi preso com ferimentos graves, mas está em condição estável.
As autoridades afirmaram que, até o momento, não há indícios da participação de um terceiro suspeito.
O vendedor de frutas Ahmed al Ahmed, de 43 anos, foi citado por autoridades como um herói após conseguir desarmar um dos atiradores. Ele foi atingido por dois disparos, passou por cirurgia e se recupera no hospital.
Ahmed nasceu na Síria e vive na Austrália desde 2006. Ele recebeu mais de US$ 130 mil em doações por meio de uma vaquinha online e foi elogiado por autoridades internacionais.
Ataques a tiros em massa são raros na Austrália. O episódio mais grave anterior ocorreu em 1996, no massacre de Port Arthur, quando 35 pessoas morreram. O caso levou o país a adotar leis rígidas de controle de armas.