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Aumenta número de jovens brasileiros em tratamento por sequelas de AVC

Aumenta número de jovens brasileiros em tratamento por sequelas de AVC. Especialistas alertam para riscos ligados ao estilo de vida

O número de jovens que buscam tratamento para sequelas de acidente vascular cerebral (AVC) no Brasil tem crescido e acendido um alerta entre especialistas.

O AVC ocorre quando vasos responsáveis por levar sangue ao cérebro se rompem ou entopem, impedindo a circulação em parte do órgão. Em muitos casos, pode deixar sequelas graves ou ser fatal. Só em 2024, mais de 62 mil pessoas morreram em decorrência da doença no país.

A mudança no perfil dos pacientes preocupa. Dados de uma entidade que atua na reabilitação neurológica mostram que, entre janeiro e setembro de 2025, os atendimentos de pessoas entre 18 e 59 anos aumentaram 63% em comparação com o mesmo período do ano anterior.

A jovem Karina Pires, hoje em processo de reabilitação, vive essa realidade. Ela sofreu um AVC aos 27 anos, após apresentar uma convulsão, o único sinal antes do diagnóstico. Desde então, precisou reaprender tarefas simples do dia a dia, como caminhar e cozinhar. Em seu caso, o derrame foi provocado por uma má formação cerebral que não havia sido detectada a tempo.

Segundo especialistas, quando o AVC não está ligado a condições estruturais, como más formações, grande parte dos episódios pode estar relacionada ao estilo de vida moderno. Para médicos, hábitos e substâncias estimulantes estão entre os fatores que mais têm aparecido nos consultórios.

Entre as causas apontadas estão:

  • uso excessivo de hormônios;
  • consumo de drogas ilícitas estimulantes;
  • abuso de substâncias estimulantes legais, como derivados de cafeína;
  • além de fatores já reconhecidos em qualquer faixa etária, como pressão alta, diabetes, colesterol elevado, tabagismo, obesidade e sedentarismo.

O tempo de recuperação após um AVC é variável e depende da gravidade da lesão e das áreas afetadas no cérebro. Porém, especialistas reforçam que o atendimento rápido ao primeiro sinal da doença é determinante para o prognóstico do paciente.

Sintomas que merecem atenção imediata incluem:

  • dor de cabeça súbita e intensa;
  • tontura;
  • fraqueza;
  • dormência de um lado do corpo;
  • dificuldade para falar.

O caso de Antônio Carlos Fonseca reforça a importância do atendimento rápido. Após um desmaio seguido de dor de cabeça e pressão elevada, ele foi levado ao hospital, ficou dois meses na UTI e segue em reabilitação um ano depois.

Médicos destacam que a tecnologia tem avançado no apoio à recuperação de pacientes, com equipamentos que estimulam movimentos, sensores de equilíbrio e plataformas digitais de acompanhamento. Ainda assim, reforçam que prevenir hábitos nocivos e buscar atendimento imediato são medidas essenciais para reduzir sequelas e salvar vidas.

 

 

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