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A tecnologia, chamada sistema Prima, está em fase avançada de testes em centros especializados nos Estados Unidos, Alemanha, Reino Unido, Holanda e Itália. A maioria dos participantes apresentou ganho relevante na visão central, chegando a alcançar metade da acuidade visual padrão de 20/20.
Com o implante, os pacientes conseguiram ler números e palavras em casa e avançaram cerca de cinco linhas na tabela padrão usada em exames oftalmológicos. O resultado reforça a possibilidade de restaurar parcialmente áreas da retina antes consideradas totalmente cegas.
O sistema Prima é composto por duas partes:
um chip minúsculo, do tamanho da cabeça de um alfinete, implantado na retina;
óculos especiais com câmera integrada, responsáveis por captar imagens e enviá-las ao implante.
A câmera transmite dados visuais para um processador portátil, que devolve as imagens aprimoradas para o chip. O implante converte essas informações em impulsos elétricos, utilizando células remanescentes da retina para enviar os sinais ao cérebro.
O mecanismo substitui apenas os fotorreceptores danificados e depende de outras células da retina ainda estarem funcionais. Por isso, o resultado pode variar de acordo com o grau de degeneração de cada paciente.
A tecnologia foi criada a partir da colaboração entre o oftalmologista Daniel Palanker, da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, e o especialista em visão Jose-Alain Sahel, da Escola de Medicina de Pittsburgh. Os dois uniram projetos distintos em 2012 e, desde então, ampliaram o alcance dos estudos.
Apesar de desafios durante o desenvolvimento, incluindo a falência da empresa que produzia o Prima, o estudo pôde continuar após a aquisição da tecnologia pela americana Science Corporation, que atualmente busca aprovação da FDA para uso nos Estados Unidos e o selo CE para a Europa.
Embora os resultados sejam animadores, especialistas envolvidos no estudo destacam limitações:
a cirurgia para implantação do chip é complexa e exige treinamento especializado;
o paciente precisa estar disposto a realizar reabilitação e comparecer a avaliações constantes;
o uso adequado do sistema requer treinamento específico com os óculos e o processador.
Mesmo assim, pesquisadores afirmam que os resultados obtidos em 13 centros diferentes mostram consistência e indicam potencial para que mais pacientes tenham acesso à tecnologia no futuro.
Se avançar para uso clínico, o sistema Prima poderá representar uma das alternativas mais inovadoras para pessoas com perda de visão causada pela degeneração macular atrófica, condição que afeta cerca de 5 milhões de idosos em todo o mundo.