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A procissão fluvial, que integra o calendário religioso da comunidade, reúne devotos que agradecem graças alcançadas, cumprem promessas e prestam homenagens à Santa. A celebração ocorre desde 1854, ano em que a data foi instituída pela Igreja Católica, e se mantém como uma das manifestações de fé mais importantes da região.
Entre os participantes está Doriana Gonçalves, dona de casa e canoeira que acompanha o Círio Fluvial todos os anos. Em 2025, ela celebrou a recuperação de um episódio de tuberculose:
–É uma graça muito grande que tô alcançando, agradecendo a Deus e à Nossa Senhora por estar aqui mais esse ano, contou emocionada.
O estudante Marcos Yudi, de 17 anos, também integra a procissão desde que nasceu. Ele é marujo por devoção e para cumprir uma promessa feita por sua avó, em agradecimento à saúde do neto, que nasceu com uma condição alérgica:
–Ela fez essa promessa pra mim e eu tô cumprindo até o dia em que eu morrer, afirmou.
O professor Linserick Oliveira participou pelo segundo ano consecutivo, acompanhando o trajeto de caiaque ao lado da esposa. Para ele, o Círio é momento de gratidão e pedidos.
“É um evento tradicional, uma tradição em que a gente comparece e rende as nossas homenagens à Nossa Senhora da Conceição”, disse. Em 2025, o devoto pediu saúde para familiares e amigos.
Com forte participação popular, o Círio de Caraparu reforça os laços culturais e religiosos da comunidade ribeirinha. A chegada da imagem da Santa à Capela do Cacau, após o percurso fluvial, marcou o encerramento da celebração desta segunda-feira.