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Justiça concede medida protetiva a delegada agredida pelo marido também delegado

Justiça concede medida protetiva a delegada alvo de agressões do marido em Belém

A Justiça do Pará concedeu uma medida protetiva a uma delegada da Polícia Civil que atua na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM) em Belém, após ela denunciar agressões físicas e psicológicas cometidas pelo marido, que também é delegado da instituição. A informação foi confirmada nesta segunda-feira (8).

O registro do crime ocorreu no dia 15 de novembro de 2025. Segundo o relato da vítima, a discussão entre o casal culminou em agressões físicas: o marido a teria empurrado, rasgado suas roupas e proibido que ela registrasse imagens da agressão. A delegada procurou a polícia para relatar o ocorrido e pedir proteção.

Diante do grave relato, a Justiça autorizou o afastamento do agressor do lar e impôs a proibição de aproximação, como parte das medidas protetivas concedidas à vítima. Com isso, o agressor está impedido de manter contato ou se aproximar da delegada.

O caso chama atenção por envolver profissionais da própria polícia,  uma delegada que atua no atendimento de casos de violência contra a mulher e um agressor que também integra a corporação. A concessão da medida reflete a gravidade da denúncia e a necessidade de proteção imediata, mesmo quando as partes envolvidas pertencem à instituição de segurança pública.

Para especialistas em violência de gênero, a decisão reforça que nenhum cargo, autoridade ou vínculo profissional invalida o direito à proteção e ao acesso à justiça. A lei deve valer para todos, e a medida protetiva serve como ferramenta essencial para garantir a segurança da vítima.

A delegada permanece sob a proteção da medida judicial. A partir deste momento, o agressor poderá ser responsabilizado em caso de descumprimento, o que pode levar a consequências penais e criminais. O caso segue sob investigação, e devem ser respeitados os procedimentos legais cabíveis para garantir justiça e segurança.

A situação também ressalta a importância da denúncia e da atuação correta das instituições, especialmente daquelas voltadas ao atendimento de mulheres em vulnerabilidade. O episódio evidencia que violência doméstica e de gênero não escolhe profissão, gênero ou status e exige resposta firme do sistema de proteção e justiça.

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