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O ano passou voando? Entenda como essa sensação afeta sua saúde mental

Já é dezembro? Entenda por que o ano pode parecer ter passado voando e como isso afeta sua saúde mental

Chegou dezembro e, para muita gente, fica a sensação de que o ano simplesmente acelerou. As horas continuam com 60 minutos e o calendário mantém seus 365 dias, mas a percepção de tempo funciona de outra forma, e pode ser influenciada pelo estilo de vida atual, pelo excesso de estímulos e até pela rotina de trabalho.

A sensação de tempo acelerado acontece porque existe uma diferença entre o tempo do relógio e o tempo que o cérebro percebe. A rotina corrida, a quantidade de informações e a necessidade de conciliar diversas tarefas fazem com que o dia pareça mais curto do que realmente é.

Há ainda um fator ligado ao envelhecimento: conforme os anos passam, o cérebro tende a processar informações de maneira diferente, o que altera a percepção de velocidade dos acontecimentos. Mas esse não é o único motivo.

Estímulos demais, presença de menos

O estilo de vida moderno também tem um papel importante. A forma como consumimos conteúdos  treina o cérebro para operar em um ritmo cada vez mais veloz. Só que a vida real não acompanha esse ritmo.

Esse comportamento cria um ciclo de distração: quanto mais estímulos, menor a capacidade de estar presente. E quando não estamos plenamente atentos ao que vivemos, a sensação é de que tudo passou mais rápido.

Outro elemento que interfere é a pressão por produtividade. Rotinas que começam antes do amanhecer, agendas lotadas e metas irreais fazem as pessoas acreditarem que deveriam dar conta de tudo. Essa cobrança reduz o ócio, aumenta a ansiedade e reforça a ideia de que o tempo está escorrendo pelos dedos.

Quando o dia parece curto demais para o tamanho da lista de tarefas, surge a impressão de que o ano inteiro voou.

Impactos na saúde mental

Essa sensação contínua de aceleração pode ser um sinal de sobrecarga. Estilo de vida acelerado e excesso de demandas podem contribuir para quadros de estresse, ansiedade, burnout e até depressão.

O corpo costuma dar sinais: alterações de sono, irritabilidade, falta de foco, quedas de energia, sintomas físicos e dificuldade em lidar com as tarefas do dia a dia.

Além disso, hábitos de multitarefa e consumo excessivo de conteúdo digital podem ser confundidos com sintomas de transtornos reais, o que cria diagnósticos equivocados e aumenta a confusão sobre o próprio ritmo de vida.

O que fazer se você sente que o ano passou rápido demais

Se dezembro chegou antes do que você esperava, talvez seja hora de desacelerar. Em vez de mergulhar diretamente nas metas do próximo ano, pode ser útil fazer uma pausa e refletir:

  • Quanto do meu tempo livre é consumido por redes sociais?
  • Por que sinto necessidade de acelerar vídeos, áudios e tarefas?
  • Estou acumulando compromissos além do que consigo realizar?
  • Quando foi a última vez que consegui focar em apenas uma atividade?
  • Nas minhas metas, eu realmente me coloco como prioridade?

Reavaliar o ritmo, reduzir estímulos e recuperar momentos de presença pode ajudar a resgatar a sensação real de passagem do tempo e diminuir o impacto na saúde mental.

 

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