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Atualmente, estudos internacionais e brasileiros investigam o uso de substâncias como semaglutida, liraglutida e exenatida em animais. O objetivo é reduzir o peso de maneira mais eficiente, especialmente em casos de obesidade resistente às mudanças de rotina alimentar.
Resultados iniciais são considerados promissores. Em testes divulgados por centros internacionais, gatos perderam cerca de 5% do peso corporal em pouco mais de 100 dias. Já no Brasil, pesquisas conduzidas pela Universidade Federal de Uberlândia registraram redução próxima de 10% do peso em duas semanas com o uso de liraglutida, embora efeitos colaterais importantes tenham sido observados, como vômitos, diarreia e fadiga.
Outro estudo avaliou a aplicação semanal de semaglutida, com queda de 4% a 7% do peso em cerca de um mês e menos reações adversas. Uma das propostas mais inovadoras é o desenvolvimento de microimplantes subcutâneos, que liberam a medicação de forma contínua. A tecnologia, liderada por uma farmacêutica norte-americana, usa exenatida e poderá ter resultados preliminares já em 2026.
Com o avanço das pesquisas, diferentes laboratórios entraram na corrida para desenvolver versões veterinárias dos análogos de GLP-1. No entanto, especialistas reforçam que ainda não existe liberação para uso desses medicamentos em animais, e o tratamento não deve ser feito sem supervisão profissional.
Se todos os testes clínicos forem concluídos com sucesso, a previsão é que o medicamento voltado especificamente para pets esteja disponível entre 2028 e 2029. Até lá, veterinários destacam que a base para o controle da obesidade continua sendo alimentação adequada, controle de porções, rotina de exercícios e acompanhamento especializado.