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A manifestação aconteceu duas semanas depois de quatro policiais militares armados entrarem na escola para questionar uma atividade pedagógica que utilizava o livro infantil Ciranda de Aruanda, que apresenta orixás de forma lúdica às crianças.
A confusão começou quando alunos da educação infantil produziram desenhos inspirados na obra. Um painel com as ilustrações foi destruído pelo pai de uma das crianças, que alegou que a escola estaria ensinando religião. Ele acionou a Polícia Militar, o que resultou na presença dos agentes dentro da instituição, que atende alunos de 4 e 5 anos.
O episódio gerou forte repercussão e mobilizou sindicatos e especialistas em educação. Profissionais da área consideram a entrada dos policiais uma interferência indevida no ambiente escolar e um ato que reforça a intolerância religiosa. A atividade realizada fazia parte do Currículo da Cidade e do programa de Educação Antirracista da rede municipal, alinhado à legislação federal que prevê o ensino da cultura afro-brasileira nas escolas.
A Secretaria de Segurança Pública informou que quatro policiais participaram da ação e que as imagens das câmeras corporais estão sendo analisadas. O 34º Distrito Policial instaurou um inquérito para investigar possível prática de intolerância religiosa por parte do responsável que destruiu o painel. As partes envolvidas serão ouvidas, e as imagens internas da escola foram solicitadas.
O livro Ciranda de Aruanda faz parte do acervo distribuído pelo programa Minha Biblioteca, que enviou milhares de exemplares às escolas municipais nos últimos anos. A obra apresenta elementos da cultura afro-brasileira a partir da perspectiva infantil e é amplamente utilizada em atividades pedagógicas voltadas à diversidade.