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Pancada na cabeça e contradições: o que se sabe sobre a morte de Ruthetty

Pancada na cabeça e contradições: o que se sabe sobre a morte de Ruthetty

A morte da cantora Ruthetty, um dos nomes mais marcantes do tecnomelody paraense, provocou comoção em todo o estado e levantou uma série de questionamentos sobre as circunstâncias do crime.

O caso, inicialmente envolto em dúvidas, passou a ser tratado oficialmente como homicídio após análises técnicas realizadas pela Polícia Científica do Pará.

Ruthetty foi encontrada sem vida na quarta-feira (3), dentro de uma casa localizada no bairro do Marambaia, em Belém. Assim que a perícia chegou ao local, os indícios de violência chamaram a atenção dos investigadores e afastaram rapidamente a hipótese de morte autoprovocada.

Conclusão inicial da perícia

De acordo com os peritos, a cantora sofreu uma forte pancada na cabeça, compatível com o uso de um objeto pesado, como um pedaço de madeira. A lesão foi apontada como a causa determinante do óbito.
Além disso, foram identificados elementos que sugeriam uma tentativa de simular um suicídio, como roupas e lençóis amarrados ao pescoço da vítima. A cena, porém, apresentava inconsistências que levaram os especialistas a descartarem essa versão.

O caso está sendo investigado pela Delegacia de Feminicídio (DEFEM), que mantém o andamento sob sigilo. O atual companheiro da artista é procurado para prestar esclarecimentos, enquanto testemunhas já foram ouvidas. A polícia também recolheu imagens de câmeras de segurança da região para ajudar na reconstituição dos últimos momentos da cantora.

A notícia da morte de Ruthetty reverberou rapidamente nas redes sociais e gerou manifestações de tristeza entre fãs, músicos e produtores culturais. Artistas da cena paraense lamentaram a perda e reforçaram pedidos por justiça, destacando o impacto da cantora na identidade musical do estado.

A trajetória da Rainha do Tecnomelody

Ruthetty foi uma das vozes mais emblemáticas do tecnomelody, estilo derivado do brega paraense que ganhou força no final dos anos 1990 e se tornou marca cultural da região. Sucessos como Viver de Ilusão e Amor da Minha Vida, Eterno Amor embalaram bailes, festivais e rádios populares, fazendo com que ela conquistasse o título de Rainha do Tecnomelody.

Com interpretação intensa e letras marcadas por emoções à flor da pele, a artista se tornou referência para o público que acompanha o gênero até hoje. Muitas de suas músicas se tornaram hinos afetivos, frequentemente lembrados em festas tradicionais e apresentações de bandas regionais.

Nos últimos anos, Ruthetty enfrentava uma batalha contra a esquizofrenia. Em 2018, colegas de profissão organizaram um evento beneficente para colaborar com o tratamento da artista. Já em 2019, ela fez uma reapresentação na Cidade Velha, reencontrando o público e demonstrando o carinho que ainda recebia dos fãs.

Investigação continua

A causa da morte está oficialmente confirmada como homicídio, e novas diligências da DEFEM devem esclarecer linhas de investigação e responsabilidades. As autoridades mantêm o caso sob sigilo para não comprometer o andamento das apurações.

Ruthetty deixa um legado artístico que segue vivo na cultura popular paraense e na memória de quem acompanhou sua trajetória.

 

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