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O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) de Santarém, no oeste do Pará, tem enfrentado sérios problemas por conta de chamadas indevidas e trotes. Criado para atender exclusivamente situações de urgência e risco à vida, o serviço tem sido acionado para casos eletivos ou não emergenciais, como dores de cabeça, febre baixa e até solicitações para transporte até consultas médicas.
Segundo o coordenador do Samu, enfermeiro Júlio Laurido, esse tipo de chamada atrasa o atendimento a casos realmente graves.
Nos primeiros seis meses de 2025, o Samu de Santarém registrou 453 trotes. Essas ligações falsas resultam em deslocamentos desnecessários de ambulâncias e sobrecarregam a central de regulação. Além disso, os trotes já causaram atrasos em atendimentos reais:
A central 192 deve ser acionada apenas em situações de emergência, como:
Acidentes de trânsito com vítimas
Infartos ou dores intensas no peito
Crises convulsivas
Suspeitas de fraturas
Dificuldades respiratórias agudas
AVCs (derrame)
Intoxicações ou envenenamentos
Partos emergenciais
Além de prejudicar a população, passar trote para o Samu é crime, conforme o Código Penal, e o autor pode ser responsabilizado civil e criminalmente.
A orientação é clara: o número 192 não é transporte agendado, nem para consultas rotineiras. É uma linha direta para salvar vidas — e deve ser usada com responsabilidade.